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Há uns tempos, um utilizador queixou-se que não conseguia tirar grande sonoridade do pré-amplificador Presonus Bluetube que havia adquirido, especialmente depois de ter gostado tanto dele quando o experimentou aqui. Viemos a descobrir que o problema não era do Bluetube, mas sim do facto de que este utilizador estava a ligar a saída deste pré-amplificador directamente a uma entrada de linha da sua mesa de mistura Mackie (modelo Onix 1640).

Atenção, com isto não estamos a sugerir que as mesas Mackie possuam falta de qualidade! Estamos apenas a sugerir que é um erro ligar as saídas de pré-amplificadores e canais de gravação directamente às entradas de linha das mesas de mistura.

Porquê? Porque, na realidade, as entradas de linha da maior parte das mesas de mistura passam pelo mesmo pré-amplificador que as entradas de microfone. Logo, por muito interessante que seja o pré-amplificador que está a seguir ao microfone, se a sua saída for ligada em série ao pré-amplificador duma mesa de mistura, o sinal será sempre mais parecido com o pré-amplificador final.
E quem diz pré-amplificadores, diz qualquer outra coisa. Se você costuma ligar sintetizadores ou teclados a mesas de mistura, faz ideia como é que eles realmente soam para lá dos pré-amplificadores da sua mesa?

A solução passou por ligar um “cabo especial” à tomada de Insert da mesa Mackie, como passaremos a explicar. Antes de mais, aqui está uma imagem localizada do diagrama da Mackie Onyx 1640 deste utilizador.

Mackie signal flow

Como podem ver, à esquerda, as entradas de linha e de microfone são partilhadas pelo mesmo pré-amplificador (aquele “triângulo” onde as duas entradas vão dar).
Mas a tomada de Insert – mais à direita – está a seguir ao pré-amplificador (e antes do equalizador). Logo, o que fizemos foi ligar a saída do Bluetube à entrada de Insert desta Mackie.

Problema resolvido! O microfone já pôde usufruir da excelente sonoridade do Bluetube, o qual teve a sua oportunidade de brilhar sem ficar adulterado por passar por outro pré-amplificador.

Há apenas uma situação a ter em conta. Um terminal de Insert duma mesa de mistura normalmente faz o envio e o retorno pela mesma tomada, através dum cabo com ficha TRS (Tip/Ring/Sleeve).
Na Tip (T) costuma ir o sinal de envio (Insert Send), na banda R (Ring) costuma vir o sinal de retorno (Insert Return). E a Sleeve (S) trata-se apenas da blindagem, como é costume.

Ou seja, ligar um cabo normal de XLR > TRS à tomada de Insert não vai funcionar.
O que é preciso é um cabo que possua o pino 2 da ficha XLR soldado à banda Ring (R) da ficha TRS. O pino 1 do XLR continuará ligado à Sleeve do TRS, e o pino 3 do XLR não estará ligado a lado algum.

Como nem toda a gente tem jeito ou paciência para soldar cabos, a Audiolog requisitou ao fabricante Pro Co Sound que criasse alguns destes cabos, para que os pudessemos fornecer a clientes que utilizam mesas de mistura juntamente com pré-amplificadores externos.
Temos algumas unidades disponíveis (de 1,5 m e 3 m de comprimento). Tratam-se especificamente de cabos com ponta XLR fêmea (para ligar às saídas de pré-amplificadores) e TRS na outra ponta, mas com as soldaduras modificadas de acordo com o que foi descrito no parágrado anterior.

Entre em contacto se pretender adquirir um destes cabos.
As diferenças, como é óbvio, são espantosas! Há clientes que nos confessaram estar a ouvir, pela primeira vez, os seus pré-amplificadores externos.

Comentários
  1. Boas!
    Posso adquirir um cabo insert á cobraça?
    Cumprimentos

    nuno melo | 5 de June de 2010

  2. Caro Nuno,
    Sim, claro que pode adquirir um destes cabos.
    Envie-nos um email directamente (o endereço que deixou aqui no registo do comentário não funcionou e a mensagem que lhe enviámos voltou para trás).
    O nosso email é info (at) audiolog.pt

    Cumprimentos,
    André

    André Toscano | 7 de June de 2010

  3. Boa tarde,

    Estou neste momento a criar um home studio, apenas para gravação de voz off. Todavia, preciso obter uma qualidade sonora 100% profissional.
    Não pretendendo gastar fortunas e recorrendo ao equipamento que já possuo (estou a terminar a construção da cabine de som, tenho um Lexicon Alpha como interface de audio para o pc, possuo uma singela mesa Behringer 302 Xenyx USB, Adobe Audition como software, e microfones B1 e Sony ECM NV1. A minha questão é: vale a pena investir num pré-amplificador (que seja financeiramente acessível e traga real mais valia) ou, por exemplo, uma simples mesa de mistura analógica, ligada ao Lexicon, poderá ajudar no ganho do micro e na equalização?
    Obrigado pela ajuda.
    Cumprimentos,

    Joao Santos | 9 de May de 2014

  4. Caro João,

    Quando se trata de escolher equipamento adequado, convém sempre começar “numa ponta” do percurso, e seguir por aí fora.
    No seu caso, se quer uma qualidade profissional para a gravação de locuções, o primeiro passo é aquele que já parece ter resolvido: uma sala insonorizada onde possa gravar convenientemente.

    Segue-se o microfone, o pré-amplificador e o interface/placa que fará a ligação ao computador. Hoje em dia, em muitos casos o pré-amplificador e placa são um só (como por exemplo, o Presonus 22VSL que já traz bons pré-amplificadores e é simultaneamente um interface USB2.0).
    Portanto, eu diria que o seu próximo investimento deveria ser um microfone de boa qualidade. O B1 é um microfone de condensador de gama baixa, e o Sony ECM nem se aplica bem a este tipo de equipamento e à qualidade que está à procura.

    Se adquirir um microfone com boa qualidade (como o novo NT1 da Røde que, custando cerca de 250€, já traz tudo e mais alguma coisa: qualidade, excelente som, ruído quase inexistente, garantia 10 anos, suspensão, filtro anti-pop, etc.), a qualidade das produções vai aumentar exponencialmente.

    Em termos de pré-amplificador, como lhe disse, a placa 22VSL é uma hipótese que reúne bons pré-amplificadores e conversores para ligação directa ao computador.
    Estou-lhe a falar das coisas que aqui temos disponíveis e que sabemos, por experiência, que têm qualidade. Outros utilizadores terão outras experiências.

    Utilizar uma mesa de mistura analógica com o resto do equipamento que tem (microfone B1 e Lexicon Alpha) é – na minha opinião – o pior que pode fazer neste momento. Estará a passar o sinal dum microfone de gama baixa por um aparelho electrónico que o degradará mais (a mesa de mistura), para em seguida injectar esse mesmo sinal em mais um aparelho (o Lexicon Alpha) e só então seguindo para o computador. Em cada ponto do percurso o sinal sofrerá perdas, em cada ponto de contacto e em cada conector o sinal sofrerá perdas.
    Resultado: o som será sem dúvida diferente, mas dificilmente será aceitável num contexto profissional.

    Comece pelos ouvidos (os microfones), e progrida para o pré-amplificador/placa.
    A cabine insonorizada que já tem é dos maiores problemas que normalmente os locutores enfrentam quando querem gravar em casa (por questões de espaço, questões familiares, etc.). Se você já tem esse problema em vias de ser resolvido, seria uma pena não aproveitar essa mais-valia, e não investir cerca de 400 ou 500€ adicionais para conseguir produzir um trabalho com qualidade profissional.

    André Toscano | 12 de May de 2014

  5. Caro André,
    Agradeço-lhe a pertinente análise. Vou refletir sobre as suas sugestões.
    Uma vez mais, obrigado.
    Cpts.,

    Joao Santos | 12 de May de 2014

  6. Tenho uma mesa Behringer Xenyx802 e um Presonus Blus tube, é indicado eu comprar esse cabo?

    Farah | 4 de August de 2014

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