Novidades Presonus
A Presonus apresentou três interessantes novidades na feira NAMM deste ano, as quais resumiremos rapidamente, deixando ligação para os press releases mais detalhados do fabricante.
A novidade que saltará mais à vista será a nova mesa de mistura Studiolive 24:4:2. Respondendo às perguntas que já nos fizeram, não, isto não significa que a Studiolive 16:4:2 seja descontinuada. São dois produtos diferentes e que existirão lado a lado.
As diferenças para a Studiolive 16 são as seguintes:
- 24 pré-amplificadores XMAX (em vez dos 16 da Studiolive 16)
- Equalizador de 4 bandas completamente paramétrico (na Studiolive 16, as bandas médias são semi-paramétricas)
- O equalizador possui botão de bypass geral (na Studiolive 16 é necessário desligar as bandas individualmente para fazer bypass)
- O limitador também possui controlo de Threshold (na Studiolive 16 o nível está fixado internamente)
- O Gate/Expander possui agora comandos de Key Filter e Key Listen
- 10 auxiliares físicos (a Studiolive 16 possui 6)
- 4 equalizadores gráficos disponíveis para a secção de Master, Subgrupos e saídas de auxiliares (na Studiolive 16, o equalizador gráfico está apenas disponível no Master)
Por cerca de mais 1000€ relativamente à Studiolive 16, a nova Studiolive 24 é uma mesa de mistura com a sonoridade que já conhecemos, capacidade acrescida, novas funcionalidades e uma lista de características capazes de competir seriamente com mesas de mistura digitais que custam substancialmente mais.
A segunda novidade, ainda dentro do tema das Studiolive, é o software de controlo VSL (Virtual StudioLive). Trata-se dum software de controlo bidireccional para a maior parte dos parâmetros da Studiolive. Os utilizadores da mesa (Studiolive 16 ou Studiolive 24) podem assim controlar os níveis dos canais, subgrupos, masters, e misturas de auxiliares; bem como controlar todos os parâmetros do Fat Channel (Equalizador, compressor, etc.), os processadores de efeitos internos, guardar parametrizações específicas para utilizar mais tarde, etc.
Sendo bidireccional, isto significa que a Studiolive responde às alterações efectuadas no software, e o software reflectirá as alterações que se fizerem na mesa.
O software VSL é uma aplicação que corre em 64 bit, é rápida e com uma latência de 1 a 2 ms entre o comando físico e o écran. E dada a sua arquitectura interna baseada em módulos parametrizáveis de XML, isto permite brincadeiras muito interessantes. Como por exemplo, um utilizador criar um setting na equalização com o qual ficou especialmente contente, arrastá-lo para cima do icon de um amigo no Skype, o amigo recebê-lo do outro lado, arrastar o ficheiro para cima do seu VSL e utilizar instantaneamente essa mesma equalização.
Se os telemóveis e computadores vivem no século XXI, porque é que o equipamento de som há-de ficar no século passado?
A terceira e última novidade trata-se dum update ao software Studio One.
Quando a Presonus contratou a equipa de programadores alemães responsáveis pela criação do conhecido software Nuendo®, eles quiseram criar um software de raiz, leve, rápido e sem o peso de ter de ser compatível com trinta versões anteriores do mesmo software. O Studio One está, assim, a tornar-se rapidamente num standard para utilizadores caseiros e profissionais, ganhando terreno e utilizadores a cada dia que passa.
Este último update traz uma lista de novidades e melhoramentos longa demais para se mencionar aqui. Destacamos, talvez, o facto da história de UNDO ser agora ilimitada, podendo o utilizador voltar ao início do próprio ficheiro, mesmo que ele já tenha sido gravado várias vezes.
Ligações para os press releases:
Nova mesa de mistura Studiolive 24:4:2 (clique aqui)
Pois é pena eu já ter adquirido a Studio 16 (através sa Egitana músical- Guarda).
Paciência!
2 questões: na vossa página vinha há tempos a informação de irem disponibilizar os videos explicativos sobre o funcionamento da Studio em português. Para quando? Em alternativa não é possivel arranjar o manual em portugues (mesmo do brasil-tenho informação que lá existe!).É que domino mal o inglês…
João Cruz | 20 de February de 2010